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Adolescentes suspeitos de praticar estupro coletivo contra estudante em escola no MA são apreendidos

A polícia apreendeu celulares dos adolescentes suspeitos do estupro coletivo em Alcântara. Os aparelhos serão submetidos à perícia para auxiliar no andamen...

Adolescentes suspeitos de praticar estupro coletivo contra estudante em escola no MA são apreendidos
Adolescentes suspeitos de praticar estupro coletivo contra estudante em escola no MA são apreendidos (Foto: Reprodução)

A polícia apreendeu celulares dos adolescentes suspeitos do estupro coletivo em Alcântara. Os aparelhos serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações. Divulgação/Polícia Civil do Maranhão Três dos quatro adolescentes investigados por um estupro coletivo contra uma estudante de 17 anos, dentro de uma escola estadual em Alcântara, foram apreendidos nessa terça-feira (28). O crime aconteceu no último dia 13 de abril, mas só foi comunicado à polícia quatro dias depois, por meio de denúncia anônima. Segundo a Delegacia de Alcântara, a escola não informou o caso às autoridades nem acionou o Conselho Tutelar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que, durante a investigação, foram ouvidos a vítima, testemunhas, gestores e professores da escola, bem como os adolescentes suspeitos de participação no caso. Imagens de câmeras de segurança da unidade também foram analisadas e ajudaram a esclarecer o crime. Além disso, a polícia apreendeu celulares dos adolescentes suspeitos. Os aparelhos serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações. Com base nas provas colhidas, a Polícia Civil pediu à Justiça a expedição de mandados de internação provisória contra os adolescentes. O pedido foi aceito pela Justiça e cumprido nessa terça-feira. Os adolescentes apreendidos foram encaminhados para unidades dos órgãos competentes, onde permanecerão à disposição da Justiça. A Polícia Civil destaca que as investigações seguem em andamento, para elucidar completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos. Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que todas as medidas cabíveis foram tomadas em relação ao caso, como acionar as instituições competentes. Leia, abaixo, a nota na íntegra: "A Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc) segue prestando apoio à comunidade escolar do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira, em Alcântara. Todas as medidas cabíveis foram tomadas, como o acionamento do Conselho Tutelar e demais instituições competentes. Também estiveram entre as ações: o apoio técnico e jurídico à escola com orientações e protocolos iniciais; Plano de Intervenção visando minimizar os impactos na comunidade escolar: ajustes na rotina pedagógica, ações de valorização das boas práticas da escola; e planejamento pedagógico específico para os estudantes envolvidos, de modo à garantir o direito à educação para todos. Além disso, vem sendo ofertado apoio técnico e jurídico à escola, que acompanham o caso, com orientações e protocolos iniciais. Assim como a Escuta Protegida dos adolescentes, familiares e comunidade escolar, por meio da equipe socioemocional da Seduc". Entenda o caso Caso aconteceu dentro de uma escola estadual em Alcântara (MA) Reprodução/TV Mirante A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) investiga um ato análogo à estupro coletivo praticado por quatro adolescentes contra uma estudante de 17 anos dentro de uma escola estadual em Alcântara, cidade a 30 km de São Luís, na última segunda-feira (13). O Ministério Público do Estado também acompanha o caso. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pela vítima, ela foi abordada por quatro colegas da escola e um deles a ofereceu R$ 100 para que ela tivesse relações sexuais com outro estudante. Ainda segundo a vítima, ao recusar a proposta, um dos estudantes ameaçou a adolescente de fazer uma denúncia ao diretor da escola sobre ela estar usando celular na escola, o que é proibido na unidade. A vítima contou que foi levada para uma sala da escola e um dos adolescentes teria praticado o estupro. Um outro adolescente filmou toda a ação com o próprio celular e os outros dois ficaram segurando a porta, do lado de fora da sala. A Delegacia de Alcântara informou que, inicialmente, a escola não comunicou o caso e nem acionou o Conselho Tutelar e que somente no dia 17 de abril, quatro dias após o caso, uma denúncia anônima foi feita à polícia. O Conselho Tutelar foi acionado e a adolescente e a mãe dela prestaram depoimento. A estudante realizou exame de corpo de delito em São Luís no último dia 22 de abril. O laudo deve ajudar a esclarecer a participação de cada suspeito no crime. Segundo a irmã da vítima, que preferiu não ser identificada, houve negligência por parte da direção do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira, onde o caso foi registrado. “Creio que, se dependesse da diretoria, a gente não teria descoberto. Nem por ela também, pela minha irmã, porque ela conta que foi ameaçada... Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer. Minha irmã é menor de idade e tem problemas”, diz a mulher.